O ensino da robótica contribui para o engajamento dos alunos, ao passo que destaca sua escola frente aos concorrentes

Embora o mundo dos Jetsons ainda não seja uma realidade, há muito mais robôs presentes no nosso cotidiano do que podemos imaginar à primeira vista. De aspiradores de pó autônomos até carros que se dirigem sozinhos, sem falar dos robôs que montam carros nas fábricas.

Graças ao aumento exponencial do poder de processamento de nossos computadores, capazes de executar algoritmos de inteligência artificial cada vez mais sofisticados, a robótica é um campo em expansão.

Somente essas informações já seriam bons argumentos a favor da robótica educacional, mas há muitos outros, visto que esse aprendizado se utiliza da estratégia de “learning by doing” (aprender fazendo), e vem ao encontro da proposta da Educação 5.0.

Combinada à múltiplas disciplinas relacionadas ao STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática), a robótica educacional estimula o trabalho em equipe e a Cultura Maker, além de exercitar a autoconfiança dos alunos, como conta a professora Ingrid Benites Rodrigues, do Colégio Nossa Senhora da Glória, Apucarana/PR.

“Com as aulas de robótica os meus alunos descobriram habilidades que não conheciam, aprenderam a trabalhar melhor em equipe e lidar bem com os erros. Nas aulas de robótica, eles não se incomodam de refazer a mesma atividade várias vezes até solucionarem o problema. Mas, o que mais me encantou foi ver alunos com dificuldades de aprendizagem e de comportamento se sentirem à vontade para desenvolver projetos. Esses alunos que, às vezes, sentem dificuldade em acompanhar os colegas em sala de aula, na robótica tomam a liderança e sentem-se à vontade para expressar suas ideias. Percebo que a robótica faz com que a inclusão aconteça de verdade”.

‍Além disso, a robótica educacional é uma forma de engajar o aluno, inclusive nas disciplinas em que facilmente se dispersam e param de prestar atenção por acharem o conteúdo chato ou complicado demais. A robótica diverte e entretém, fazendo com que os alunos mergulhem no mundo da tecnologia e da criatividade por meio de aulas interativas.

“Podemos, por meio de uma aula de robótica, dar um start para a construção de conceitos das áreas do conhecimento a serem trabalhados, testar hipóteses, criar soluções para situações problema, trazer a gamificação para trabalhar habilidades cognitivas e socioemocionais. Enfim, podemos colocar nosso aluno como protagonista da sua aprendizagem”, explica a professora Andrea Roussenq do Colégio Sinodal Ruy Barbosa, Rio do Sul – SC.

‍O impacto do ensino da robótica, tanto como matéria extracurricular como um conceito utilizado em todas as disciplinas, reflete na forma com que as pessoas enxergam a escola. Assim como, melhoram os índices educacionais de uma região, como é o caso do município de Boa Vista, Roraima.

“Hoje o município de Boa Vista/RR tem a robótica educacional implantada em todas as escolas municipais. É uma metodologia que deu certo em nosso Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação e a prefeitura decidiu expandir para todas as escolas. Temos visto grandes resultados, como as conquistas nos torneios de robótica, onde nossa equipe, em três anos, já recebeu o prêmio Contra Todas as Adversidades, foram Champions Award e na terceira participação conseguiram a classificação para o internacional. Então, por meio desses resultados, podemos ver que o investimento com a metodologia só tem a somar com a educação da nossa cidade.” conta a professora Keila Silva da Costa

Certamente a robótica educacional tem muito a ensinar. Inicie um projeto de robótica na sua escola de forma acessível.