Os últimos anos modificaram profundamente a realidade da educação. A escola que ora abre as portas para o novo ano letivo não é mais a mesma. A mudança não foi só metodológica e operacional. O que aconteceu nos dois últimos anos foi o nascimento de uma nova cultura da aprendizagem.

Isso não significa que a mudança foi repentina, a revolução tecnológica já estava instaurada e avançava relativamente rápido nos espaços escolares. O que se observou foi uma grande aceleração e consolidação de um movimento que já era uma tendência mundial. Esse movimento impactou escolas de norte a sul do país, os recursos digitais deixaram de ser meros coadjuvantes e hoje são indispensáveis em todos os contextos educacionais.

Não foram apenas alunos e professores que se viram envolvidos em uma reformulação de hábitos e conceitos (até então) sólidos; toda a comunidade escolar precisou de apoio para que o processo ensino-aprendizagem se integrasse a essa nova realidade.

Com mudanças e novas fórmulas sendo implementadas diariamente, a tecnologia e o contato humano foram das poucas unanimidades no novo modelo de educação, o qual representou uma reestruturação na forma de ensinar e aprender e mostrou que não só os alunos, mas também professores, gestores e família precisam reaprender a aprender.

Em 2022 os educadores trazem uma bagagem de muito aprendizado e a descoberta de fragilidades, especialmente na escola pública, que tem mais deficiências em infraestrutura e conectividade. Mas eles trazem também a percepção de que existem muitas oportunidades de aprimoramento, crescimento e fortalecimento de um processo educacional com equidade e humanização.

Nesse cenário, o novo processo ensino-aprendizagem é de uma complexidade muito simples: é necessário concretizar uma educação com equidade de oportunidades para todos os estudantes, independentemente do seu contexto, da sua idade ou do ano escolar que frequentam.

Historicamente, no início do ano as equipes pedagógicas em geral têm a preocupação com o diagnóstico dos alunos e, posteriormente, com a realização de atividades para a retomada do conteúdo, também chamadas de atividades de nivelamento.

Devido à semântica da palavra nivelamento ‒ que remete à ideia de horizontalizar, deixar plano e uniforme ‒, o Educacional adota a nomenclatura reforço personalizado. Esse posicionamento se dá pelo fato de que cada estudante é único, tem características individuais e ritmos distintos de aprendizagem, e o ensino deve respeitar e aprimorar essas especificidades. Esse direcionamento subjaz a intencionalidade pedagógica presente em todas as soluções educacionais do Educacional.

Com esse princípio, e a partir da maturidade social coletiva resultante dos últimos anos, é possível afirmar que as atividades de reforço personalizado a partir de agora ‒ e por um longo período – devem ocupar espaço de destaque nos planejamentos pedagógicos, pois os déficits de aprendizagem são cumulativos e podem ir se revelando gradativamente nos anos subsequentes.

Também se devem considerar as atividades personalizadas na situação oposta: alunos que têm total domínio do conteúdo, seja por estudo autônomo ou por melhor infraestrutura nos seus lares, também precisam manter-se estimulados, com atividades que permitam a progressão dos estudos com motivação.

Assim, o desafio que se apresenta para a educação da atualidade é: minimizar as diferenças, proporcionar condições para que todos os alunos possam evoluir e desenvolver suas habilidades em um processo educacional personalizado, que considera cada indivíduo na sua singularidade.

Essa é a melhor fórmula para que a escola possa oferecer um espaço interativo, moderno, que utiliza tecnologia e metodologias atrativas para os estudantes sem, contudo, abrir mão do contato humano e da afetividade.

Equilíbrio é sempre o melhor caminho!